terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Sport cutuca a Série B com vara curta


Pense numa força!

Faz tempo que não temos um time com a raça rubro-negra.
A equipe até mostra excelente qualidade em alguns momentos,
aí parece que a coisa vai, mas termina não indo.
Quem quer chegar em algum lugar não pode
viver de lampejos. Até prova em contrário, me parece
que o problema é mais de cuca que físico.
Tem cuca eu?

A gente se vê na B, me disseram tricolores


O Leão está rugindo baixo na Série A, tentando
a cada jogo respirar fora da degola, o que é possível
matematicamente falando, embora em campo
a equipe acabe milimetricamente nos matando.
Lamentavelmente o Santinha fechou a tampa do caixão e
permanece mesmo na Série C, estragando a boa piada
que fizeram comigo todo o ano de nos vermos na B. 

É bem provável que eu me veja mesmo na B, junto
com os demais rubro-negros, mas, infelizmente sem o
famigerado Clássico das Multidões.
Quem sabe a piada não volte no próximo ano? Mas
é bom botar as barbas, ou melhor, a língua ofídica
de molho, né não?

Lavandaria (de poupas) aguarda nossos petistas


Meses antes das eleições a imprensa, no intuito de informar ou tripudiar,
já anunciava animosidades nas hostes do PT que trariam dores de
cabeça ao Partido aqui na cidade do Recife. 
O pão caiu com o lado da manteiga virado para baixo nas prévias, com
a intromissão ou intervenção da Executiva Nacional, ignorando o que
se passava por baixo das pontes capibaribenses.
A candidatura com a melhor chapa do Brasil rolou ladeira abaixo,
findando o vexame em terceiro lugar, com votação de partido pequeno.
Da contagem de votos até agora se pergunta pela tal
lavagem de roupa suja, para que os companheiros petistas evitem
tanta patralhada, perdão, trapalhada nas próximas.

Essa foi antes de Sport x São Paulo: fumo!


Não há muito o que comentar, a não ser repetir o mesmo
sermão de outras jornadas esportivas quando falhas individuais
ou de postura coletiva nos levaram ao fracasso - inclusive
em jogos aparentemente "ganhos". 
Fizemos 1x0 naquele sábado, 27 de outubro, mas
terminamos com um sonoro 4x2. Digo assim pois os paulistas
fizeram todo o segundo tempo em ritmo de treino, enquanto ao
meu não tão valoroso Sport, sobrava a decantada falta
de atitude. Essa coisa eu sempre tive nas peladas,
sem ganhar um tostão furado, pelo contrário, rachava o aluguel
do campo. Hoje, esses marmanjos meso-ricos precisam de
treinadores motivadores e até de psicólogos para terem
vontade de ralar a bunda na grama para evitar um
gol, ou colocar a cabeça na ponta de uma chuteira
para fazer um. Peladeiro bom faz isso.
E quem é malandro faz melhor, sem arriscar
a pele. É foda. Mas ainda vejo
jogos e torço.

A república dos automóveis


Pense numa confusão! Desde que nos tempos de Juscelino e dos militares no poder, o "Brasil" optou pela malha rodoviária, sucateando a ferroviária.
Entramos na ditadura econômica do automóvel, com interferência, em cascata, de qualquer medida restritiva ou de incentivo que se crie no setor. Os danos ou ganhos vão desde a indústria automotiva, passando pelas redes concessionárias e de auto-peças, encantando o consumidor, e resvalando para oficinas chiques, de pé-de-escada e até de borracheiros. Sem falar das empreiteiras que faturam alto fazendo asfalto "sonrisal", que não pode ver uma chuva. E tornam a asfaltar ad infinitum, quem sabe com uma comissãozinha para gestores ou assessores de burgos e Estados.
O Governo Dilma, pós-Lula, não sabe desvencilhar-se desse nó, se é que tenta. Estamos reféns do automóvel até que um louco - desses que resolvem paradas federais - mude o paradigma e... Espero que não tenhamos que esperar o tempo dos Jetsons (quem é novinho/a procure no google - era um desenho futurista. Pronto, falei.):


  (A charge no topo foi publicada em 26/10/2012 e o desenho dos Jetsons, pirateada - ops - capturada do google em 30/10/2012)

Mobilidade à vista!


A nação vive de prorrogação do IPI,
eita campeonato automotivo que não acaba nunca!
É desconto, é crédito fácil, é compra pra quem não tinha
e troca pra quem já possuía (é assim que alguns se relacionam
com o carro mesmo)... E as ruas enchendo, enchendo, enchendo
o nosso saquinho em cada dia que não dão
hoje, amanhã e sempre. Amém.



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Mensalão é ficção para José


Anos atrás, quando Roberto Jefferson fez a denúncia, pelo histórico e pelo próprio teor acusatório, via em Jefferson uma figura inidônea, sem credibilidade para sustentar algo tão grave: a compra sistemática de parlamentares.
Porém, como a acusação do Deputado além de atingir dirigentes do PT, feria a si próprio - se é que ele se importava com isso -, vi, ali uma luz que pudesse expressar fatos realmente ocorridos ou vigentes.
Então fiquei assim, vendo as reportagens e entrevistas dos atores - contra e pró - como quem chega numa partida de tênis já iniciada e não tem noção de quem perde ou ganha.
Até que num fatídico dia alguns envolvidos passaram a admitir, considerar ou confessar que tudo aquilo não passou da prática de Caixa 2, tão comum nas campanhas políticas Brasil a dentro. Ih, fedeu! Pensei logo.
Daí em diante, para mim, aqueles mais de 100 milhões que circularam de Bancos para mãos de parlamentares, como o deputado Pedro Correa, carecia de uma simples demonstração: ou se comprova de forma pelo menos razoável que aquela dinheirama foi usada para sanar dívidas de campanha, o que seria um tipo de crime; ou a coisa desaguaria no que apelidou-se de mensalão, uma mesada gorda para parlamentares escrotos. Ah, sim, ofertada por escrotos idem.
Enfim, ou era um crime confesso pelos acusados ou era uma outra tipificação de crime - agora confirmado pela maioria dos juízes do Supremo.
Jus esperniandi (falso latim)Acho massa esse termo. Pelo menos no juridiquês, explica o que o ex-ministro José Dirceu anda fazendo, antes mesmo de saber se seria condenado, após saber de sua condenação, e após aguardar como será apenado. Pelos anos que estão atribuindo a Marcus Valério, talvez o chefe da quadrilha, segundo o STF, voltará a ver o sol quadrado, o que já fizera por atos, digamos, heróicos, para salvar a Pátria.
Penso que ele(s) agora errou no método, errou no modus operandi. Em meu ponto-de-vista, as condutas de outrora, que atentariam contra a ética, estariam balizadas por uma boa razão, num contexto que todos conhecemos.
Agora não, custa-me a concordar com todos aqueles adjetivos bizarros mas precisos pronunciados pelo ministro Celso de Mello "motivado por práticas criminosas perpetradas à sombra do poder" (sic). Aliás, tenho alguma antipatia gratuita pero no mucho desse ministro. Mas, fazer o quê?