quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

As boates são a ponta do iceberg


De vez em quando tem um incêndio
nos velhos casarões na Boa Vista, Ilha do Leite
e arredores, nos velhos casarões. Mas aqui e ali vemos
os bombeiros debelando chamas. E se uma igreja
pegar fogo com uns mil fiéis lá dentro?
Nem quero fazer piada pronta,
pois o momento não aceita
esse tipo de merda.
Só acho estranho o País inteiro
cheio de moral contra boates. Tá bom, conheço
elas e a ganância somada à irresponsabilidade de seus donos.
Só digo que devemos abrir o leque. Onde tiver muita
gente sem garantia de escoamento rápido em cado
de incêndio, que se tome as providências
legais e óbvias, antes que
seja tarde, muito
tarde.

Ficha limpa no Congresso já!


Qualquer ato diferente disso,
é desconfortável - para ser polido, ou,
escrotíssimo - para ser grosseiro. Não cremos
em santos na Terra. Nem todo mundo é o demônio encarnado.
Porém há nomes mais palatáveis, ou aceitos que os já postos.
O PMDB junto com o Governo darão u tiro no pé
colocando Renan na presidência do Senado.
Logo Dilma, que está se esforçando
por uma agenda positiva,
sei não...

Seu guarda, vou ali tomar uma...


Em 1996, por volta da meia-noite,
passando pelo Cabanga em direção ao Pina,
fui parado por uma blitz da Militar.
                    - Boa Noite!
                    - Boa!
 Respondi para o policial sorridente e fui logo me entregando.
                    - Olha, seu guarda, estou todo errado. Documento vencido, estava trabalhando até agora. 
                       Estou aqui com 20 mangos pra tomar umazinha ali na Soparia do Pina. Estou cansado e 
                       preciso de uma cervejinha pra ir dormir. 
Quando a gente tá errado fala tudo no diminutivo, né? 
                    - Problema não, fica 10 pra cada um que também dá pra cervejinha do guarda, né? 
É claro que ele também falou no diminutivo.
Tomei meus 10 contos de cerveja enquanto ouvia alguma banda ao vivo
e fui pra casa dormir, pra tirar um soninho, porque depois teria
que acordar para dar meu expedientezinho na ufpezinha.
Impensável um papo desse hoje. Quem é que
hoje em dia diz para o guarda, estando no volante,
"vou ali tomar uma"?


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Charge sobre a tragédia no RS


As charges são feitas sobre os assuntos que circulam nas mídias,
sejam desportivos, culturais, políticos, escandalosos ou trágicos.
Em qualquer deles, há o desafio de se acertar o tom.
As charges são um tipo de enunciado do campo do humor gráfico,
mas não são necessariamente para rir. Muitas das charges
feitas durante a ditadura militar não era para rir,
deveriam apenas ser interessantes e combativas.
As tragédias também podem e devem ser
filmadas e delas podem ser feitas belas
reportagem, mesmo sobre o sofrimento.
O problema é que vemos a exploração do mau gosto,
do desrespeito e da falta de ética. Sempre fico puto quando
assisto pela TV um repórter perguntando a uma favelada que acabou
de perder o filho e a casa num incêndio, ainda se restabelecendo de queimaduras
na maca de um pronto-socorro: "e agora, como é que vai ser?"
A mulher pensa e só consegue deixar cair uma lágrima. Aí o intrépido
jornalista, com seu dever cumprido (conseguiu a imagem, né:), diz "Fulano de Tal
para o Jornal Tal, diretamente do Hospital Qual".



Publicada na Folha de Pernambuco em 28/01/2013 

Os tentáculos carnavalescos de Dilma


Dilma resolveu deixar o perfil de gerentona de lado e ir à luta, pro
corpo a corpo, como se faria, caso se estivesse em franca
campanha eleitoral, o que não é o caso. Mas, como
estamos em época de carnaval, me engana
que eu gosto. Dá bloco.

Publicada na Folha de Pernambuco em 27/01/2013

Futebol e Carnaval - tem fanático que junta tudo!


Futebol e Carnaval, duas paixões. Talvez o massa aí dentro do
boneco gigante tenha aliado as duas coisas a trabalho.
Desse modo junta-se prazer aos ossos
do ofício. Vai, tricolor!

Publicada na Folha de Pernambuco em 26/01/2013

"O ingresso de meia já acabou"


Já fui a campo de futebol comprar ingresso na manhã que começou a venda
e me senti um palhaço sem graça, ao ouvir "o ingresso de meia já acabou".
Se, para atender aos empreendedores, foi sancionada uma Lei que
permite pôr como meia apenas 40% dos ingressos, que assim
o seja. Penso que os Procons por aí deveriam ter como
uma das metas investigar os casos. 


Publicada na Folha de Pernambuco em 22/01/2013